sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Volta ao Parque da Chapada Diamantina


Este roteiro é flexível aos diversos perfis de visitantes e conta com infraestrutura turística de qualidade.

Roteiro mais diversificado da Chapada Diamantina, através do qual se pode visitar os principais atrativos do Parque Nacional e seu entorno: cachoeiras, cavernas, cânions, montanhas, cidades históricas integrantes dos ciclos do Diamante e do Ouro, além de atividades do turismo de aventura, para iniciantes e praticantes.  

Com variadas opções de trilhas curtas e longas, este roteiro é flexível aos diversos perfis de visitantes e conta com infraestrutura turística de qualidade. Tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan),l as cidades de Lençóis e Mucugê, ao lado da minúscula Igatu, preservam o casario colonial do final do século XIX. A diversidade cultural confere um clima charmoso a Lençóis, que também se posiciona como portão de entrada para a Chapada Diamantina.

1º Dia - Chegada a Salvador por via aérea ou terrestre. Transporte rodoviário até Lençóis*. Recepção e acomodação na hospedagem escolhida. No final da tarde, visita ao Morro do Pai Inácio, para admirar a vista panorâmica e contemplar o entardecer. O Morro de Pai Inácio, que é considerado o cartão-postal da Chapada Diamantina, localiza-se numa posição bem central da Chapada, o que permite uma vista panorâmica de grande parte das elevações mais imponentes da região, como as serras da Bacia, Mucugezinho, Sobradinho e os belos morros do Camelo e Morrão. 

Retorno a Lençóis. Pernoite.  Distância total percorrida em caminhadas: 1 km. *Verifique a possibilidade de voo fretado ou táxi aéreo durante o período pretendido para a viagem.

2° Dia - Após café da manhã, o roteiro se inicia com veículo, em percurso de 20 Km, a partir da cidade de Lençóis, com destino ao Rio  Mucugezinho. Caminhada de 20 min pelas margens do rio. Em seu leito, de pedras desalinhadas, forma várias cachoeiras e saltos, sendo o maior deles a Cachoeira do Diabo, 22 metros de queda, e um lago muito agradável para banho. As pedras desalinhadas formam tobogãs, crateras e várias quedas d'água. 

No local é também possível a prática de esportes como o rapel e a tirolesa (opcional). Pausa para almoço. Ainda de veículo, o roteiro segue para a Gruta da Lapa Doce, 70 km da cidade de Lençóis, no município de Iraquara, de formação calcária e com aproximadamente 850 m de extensão. Na área aberta à visitação, podem ser observados espeleotemas, colunas, estalactites e estalagmites, de fascinante beleza.  

A partir da Lapa Doce, percorridos 6 Km de veículo, em estrada de chão, chega-se à Gruta da Pratinha, caverna escavada caprichosamente pelo Rio Pratinha, cujas águas são de um tom azul transparente, refletindo um brilho de prata, proveniente do fundo da gruta, encoberta de pequenas conchas claras e rica em calcário e magnésio. 

Nas águas, vivem cerca de dez espécies de peixes que podem ser vistos a olho nu. A Gruta da Pratinha propicia a prática de esportes como espeleomergulho, tirolesa, flutuação e caiaque. Local também muito agradável para o banho. Retorno a Lençóis. Pernoite. Distância total percorrida em caminhadas: 5 km

3° Dia - Café da manhã. Saída para a região do Vale do Capão, em percurso feito de carro (68 Km), até a vila de Caeté-Açu, no município de Palmeiras. Trilha de 6 km, um pouco puxada no início, mas o restante do percurso é uma região plana e tranquila, em trilha repleta de flores e paisagens de vale, até se chegar ao topo da Cachoeira, que se encontra a 1.490m acima do nível do mar e de onde o visitante pode deslumbrar-se com a queda livre de uma coluna de água despencando de 340m de altura, formando belíssimos arco-íris e como que tentando retornar para o alto em forma de fumaça. 

Voltando dessa cachoeira, uma parada para banho na Cachoeira do Riachinho, com 20m de altura, caindo num grande poço, refrescante e imperdível. Ao final do passeio, retorno a Lençóis. Trilha média. Lanche no local. Jantar e pernoite no Capão. Distância total percorrida em caminhadas: 11 km.

4° Dia - Após o café da manhã, traslado até o povoado do Bomba, onde se inicia uma das mais belas travessias do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Durante o percurso, caminhada pelos Gerais do Vieira e do Rio Preto, para avistar o Vale do Pati, considerado um dos mais belos do Brasil. Chegada ao Beco do Guiné, na Serra do Sincorá. Lanche no percurso. 

Ao término da caminhada, saída para Mucugê. Acomodação na hospedagem escolhida. Jantar e pernoite. Distância total percorrida em caminhadas: 18 km.

5° Dia - Café da manhã e saída para Ibicoara, no extremo sul do Parque Nacional (110km), a fim de conhecer um dos atrativos que mais impressionam os turistas: a Cachoeira do Buracão. O passeio oferece um belo visual da cachoeira por cima; por baixo, no poço, um banho com gosto de aventura. Com 80 metros de queda livre, em forma circular, num cânion sinuoso. 

O passeio é feito inicialmente de carro até o município de Ibicoara, e mais  6 km de trilha bastante tranquila, beirando o Rio Espalhado. Após banho e lanche, retorno a Mucugê, cidade onde é possível vivenciar uma volta ao passado, num tour a pé, de aproximadamente 40 minutos, pelo conjunto arquitetônico colonial de grande beleza, além do Cemitério de Santa Isabel, em estilo bizantino,  tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Jantar e pernoite. Distância total percorrida em caminhadas: 6 km.

6° Dia - Depois do café da manhã, início da trilha de acesso à Cachoeira da Fumacinha. Lanche e contemplação dessa cachoeira (por cima ou por baixo). Logo após, saída para a Vila de Igatu,  cidade de pedra localizada no município de Andaraí. Jantar e pernoite no local. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Igatu oferece uma paisagem de infinita beleza, vales profundos, chapadões, o verde misturado ao cinza, marrom e rosa da secura do sertão. 

Chegando a Igatu, o passeio feito a pé pelas ruas e casarios que levam às ruínas da cidade de pedras e ao Museu de Arte e Memória, onde registros de tempos remotos contrastam com a simplicidade atual de suas ruas  e casarios,  com a opulência do tempo do garimpo de diamantes. Distância total percorrida em caminhadas: 10 a 16 km, a depender da trilha escolhida.

7° Dia - Café da manhã. Saída para visita ao Poço Azul, localizado no município de Nova Redenção, em roteiro feito de carro. A caverna tem formações rochosas de estalactites e estalagmites e, ao fundo, possui um belíssimo poço de águas cristalinas, alimentado por lençol freático. 

Como ocorre no Encantado, no período de abril a setembro, a posição do Sol com relação a Terra, faz com que a incidência dos raios solares nas águas do poço provoque um belíssimo efeito, tornando suas águas azuis num tom completamente transparente. 

É permitido o banho e flutuação. No Poço Azul encontram-se esqueletos completos de preguiças gigantes, datados em 10 milhões de anos. Distância total percorrida em caminhadas: 1 km.

8° Dia - Dia livre. Aproveite para conhecer outros atrativos da Chapada Diamantina nos Roteiros Opcionais! Boa viagem e retorne em breve para conhecer outros roteiros!

Empresas que realizam este roteiro:

Terra Chapada Expedições: + 55 75 3334 1428 |terra@terrachapada.com.br
Vertical Trip: + 55 75 3334 2034 | verticaltrip@yahoo.com.br
Nativos da Chapada: +55 75 3334 1314 | nativosdelencois@hotmail.com
Chapada Adventure: +55 75 3334 2037 | chapadaadventure@hotmail.com
Destino Chapada Turismo: +55 75 3334 1484 | turismo@destinochapada.com.br
Trilhar: + 55 75 9965 8686 | trilharaventura@hotmail.com
Andar Por Aí Ecoturismo e Aventuras: +55 71 3272 2888/9922 0177 |contato@andarporai.com.br

Roteiros opcionais:

Volta ao Parque Aventura:
Cave jump na gruta do Lapão, escalada em Lençóis, Igatu e Andaraí; rapel nas cachoeiras da Fumacinha, do Buracão e do Mosquito; trekking para as Cachoeiras do Sossego e do Mixila; volta ao parque de montain bike, passeios a cavalo.

Volta ao Parque História e Cultura:
City tours nas cidades históricas de Lençóis com visita à Casa do Garimpeiro, Mucugê e Igatu; Sítio Arqueológico Serra das Paridas e Cachoeira do Mosquito.

Volta ao Parque Light:
Terapias alternativas no Vale do Capão e Cachoeira do Riachinho; Passeio de barco nos Marimbus, com observação de fauna e flora; Parque Municipal da Muritiba.

Vale do Capão

 

O Vale do Capão resguarda paisagens deslumbrantes. O cenário é basicamente composto por grandes cachoeiras, dentre outras preciosidades naturais.

Localizado no município de Palmeiras, a 445km de Salvador, o Vale do Capão resguarda paisagens deslumbrantes. O cenário é basicamente composto por grandes cachoeiras, áreas de Mata Atlântica, montanhas de até 1.500 metros, dentre outras preciosidades naturais. Não é à toa que o lugar detém famosíssimos paraísos ecológicos, como o Silêncio dos Gerais, a correnteza do Rio Preto, o imponente Morrão e o abismo onde caem as águas da Cachoeira da Fumaça – a mais alta do Brasil.

O clima tropical, com temperatura média anual variando entre 22° e 24°C, favorece todos os tipos de passeios. Um dos mais cogitados entre os visitantes é o ecoturismo, garantido pelas belezas que acompanham as famosas caminhadas. Elas podem ser feitas por trilhas mais longas, como a que segue do Vale até Lençóis, ou as mais curtas, a exemplo das que ligam pontos turísticos e algumas comunidades. 

A diferença do Capão para os outros locais da Chapada está no conceito que foi desenvolvido há mais de 20 anos. O lugarejo já teve o garimpo como sua principal atividade, assim como o restante da Chapada. Os garimpeiros se aventuravam pelas serras, riachos, rios e tocas à procura de diamantes. Com a chegada dos alternativos, ainda embalados pelo sonho dos anos 70, a vida no Capão mudou completamente.

Ao contrário dos garimpeiros, que buscavam a concentração de riquezas, as comunidades alternativas não queriam extrair nada do lugar, e sim somar. Um grupo de oito pessoas resolveu fundar uma comunidade, chamada de Lothlorien - palavra que, em celta, quer dizer “sonho dourado”. 

Neste projeto destaca-se a figura do médico naturalista Áureo Augusto, que, depois de curar-se de uma doença através do naturismo, resolveu criar uma clínica voltada para a cura através de técnicas alternativas.

Trekking no Vale do Pati


A natureza foi generosa com a Bahia. Além de seu belo e diversificado litoral, a região central apresenta cachoeiras, grutas, cavernas, morros, rios e trilhas reunidos na Chapada Diamantina, que tem 152 mil hectares protegidos pelo Parque Nacional de mesmo nome.

Na Chapada é possível realizar o trekking do Vale do Patí, considerado um dos mais bonitos do país. O percurso vai do Vale do Capão até Andaraí, passando por belíssimas cachoeiras inexploradas e campos de altitude que proporciona a visão de magníficas paisagens, além do precioso contato com os nativos mais isolados da região.

Esse roteiro é fruto de um trabalho bem minucioso realizado com a comunidade local, onde preza pelo desenvolvimento sustentável da região, pois além do cuidado com o meio ambiente, as acomodações são realizadas nas casas dos nativos que já foram sensibilizados a atenderem o turista da melhor forma possível, com o máximo de higiene, respeito e muita simpatia, o que gera uma nova renda muito importante para esses nativos que vivem no meio do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Além disso, a Venturas e Aventuras, busca no atual momento implementar juntamente com a ABETA o certificado de Sistema de Gestão de Segurança que instrui como operar esse roteiro de acordo com as normas especificadas pela ABNT.

1º dia:

VALE DO CAPÃO - GERAIS DO VIEIRA E GERAIS DO RIO PRETO - SR. WILSON - Início do trekking do Vale do Pati passando pelos campos de altitude do Gerais do Vieira e Gerais do Rio Preto e pela Ruinha até chegarmos na casa do Sr. Wilson. Pernoite no local. * Caminhada: 22km - grau de dificuldade: difícil

2º dia:
CACHOEIRÃO - Caminhada até o Cachoeirão. Pernoite no Sr. Wilson * Caminhada: 16km ida e volta - grau de dificuldade: médio

3º dia:

SR. WILSON - CACHOEIRA DO FUNIL E LAJEDO - MORRO DO CASTELO - DONA LÉ - Caminhada até a Cachoeira do Funil (50m) e do Lajedo (10m) (2,5km - 40min). Parada para banho. Caminhada até a casa da Dona Lé (3km). Almoço na casa de Dona Lé. Escalaminhada até o Morro do Castelo (5km ida e volta). Jantar e pernoite na casa da Dona Lé. * Caminhada: 10km - grau de dificuldade fácil até a Dona Lé e difícil para o Morro do Castelo.

4º dia:

DONA LÉA - SR. MASSUR - Caminhada pelo Vale do Pati até a casa do Sr. Massur, próximo ao Vale do Cachoeirão. Paradas para banho durante a travessia no Rio Pati. Acomodação, jantar caseiro e pernoite na casa do Sr. Massur. * Caminhada: 12km - grau de dificuldade: médio

5º dia:

SR. MASSUR - ANDARAÍ – Pela manhã, caminhada final pela ladeira do império até Andaraí. * Caminhada: 16km - grau de dificuldade: médio.
Agência responsável:
www.venturas.com.br
Lençóis

Trekking em Palmeiras


Fundada por causa de suas muitas jazidas de diamantes, Palmeiras se consolidou também por estar em um ponto estratégico da Chapada Diamantina. Ao seu redor, a beleza de grutas, cachoeiras e montanhas fizeram da cidade uma das mais importantes e requisitadas da região. 

Muitas trilhas cortam suas belezas e ligam Palmeiras a outros belos destinos. A partir dela, para qualquer lado que se vá, um milagre da natureza estará à sua espera. Confira:

Trilha Vale do Capão | Cachoeira da Fumaça (por cima)
Percurso - 12 km (6 km - ida e volta), partindo do povoado dos Campos, no Vale do Capão.
Duração - 2 horas de ida e volta  | Rigor - Médio

Cachoeira da Fumaça (por baixo) | Topo da Cachoeira da Fumaça

Percurso - 4 km  | Duração - 2 horas | Rigor - Muito difícil

Vale do Capão | Vale do Paty | Ruinha | Prefeitura
Percurso - 2,5 km | Duração - 9 horas |Rigor - Difícil

Vale do Capão | Lençóis
Percurso - 25 km | Duração - 8 horas | Rigor - Médio

Morro do Pai Inácio | Águas Claras | Morrão | Lençóis
Percurso - 40 km | Duração - 30 dias | Rigor - Médio

Morro do Pai Inácio | Cachoeira do Pai Inácio
Percurso - 5km | Duração - 2 horas (a pé) / bike 30 min | Rigor - Leve

Morro do Pai Inácio | Lençóis
Percurso - 15 km | Duração - 4 horas | Rigor - Médio

Vila Caeté-Açu | Vale do Capão | Bomba (final do vale)
Percurso - 13,2 km (ida e volta) | Duração - 3 horas (a pé) 1 hora (de bike) | Rigor - Leve

Vila de Caeté-Açu | Vila de Guiné
Percurso - 51,7 km | Duração - 5 horas (de bike) | Rigor - Difícil

Guiné | Paty | Andaraí

Percurso - 32 km | Duração - 2 dias | Rigor - Difícil

Trekking em Mucugê/Andaraí


Para a grande maioria das pessoas que vão à Chapada, a beleza do local não faria sentido se não fosse conhecida através do trekking. O local, aliás, é um símbolo do esporte no Estado e, por isso, atrai um número cada vez maior de visitantes. 

Dentre seus principais destinos destacam-se Mucugê e Andaraí, localidades importantes, que reúnem moradores e servem como referência para a população da região. Cortando todo esse trecho, desbravando matas e subindo montes, as muitas trilhas da região irão fornecer, ao andarilho, várias opções de roteiros com os mais diversos obstáculos.

Andaraí/Paty/Guiné
40 km, com pelo menos um pernoite no Paty; esta trilha, de alto impacto, é uma das mais belas da Chapada.

Mucugê/Igatu/Andaraí
Antiga e das mais importantes trilhas de garimpeiros, com uma distância total de 64 km entre bike e trekking de alto impacto.

Mucugê/Paty
Com percurso de 30 km e rigor difícil, é pouco explorada.

Andaraí/Lençóis
Com 35 km e de alto impacto. Além da caminhada, é possível fazer um trecho de bike e/ou veículo off-road.

Trekking em Lençóis

 

Do alto deste mirante natural, todas as belezas tornam-se ainda mais encantadoras ao sol poente.

Morro do Camelo
Com o cume a 1090 metros acima do nível do mar e uma altura de 170 metros a partir da base, o Morro do Camelo ficou famoso por ter sido cenário de abertura da novela Pedra sobre Pedra, exibida com sucesso pela Rede Globo de Televisão. Suas formas permitem duas interpretações aos observadores: visto da BR-242, em direção à Seabra, o gigante rochoso justifica seu nome, lembrando, de fato, um camelo. 

Observando-o a partir do seu vizinho não menos famoso, o Morro do Pai Inácio, a disposição das suas rochas faz referência ao busto de uma mulher deitada, com o rosto virado para o lado oposto ao de quem a observa.

Perfeito para esportes radicais, o Morro do Camelo apresenta uma descida de 240 metros, mais indicada para rapeleiros experientes. Suas faces relativamente íngremes oferecem desafios tentadores também aos praticantes do trekking. 

Lugar ideal para aqueles que adoram misturar turismo contemplativo com a emoção de boas aventuras, esse mirante é fruto do trabalho paciente desenvolvido pela natureza, em milhões de anos. Chegar ao topo, respirar o ar de suas nuvens e contemplar o cair do sol no horizonte, dá a exata dimensão de todo o capricho da natureza.

Morro do Pai Inácio
Esse gigante de 1.150 metros de altitude tem o status de ser um dos mais conhecidos cartões-postais da Chapada Diamantina. Entre o seu cume e a linha do horizonte, existem paisagens que fazem o aventureiro suspirar. 

São rios, campos, matas, e muitos outros morros, típicos do relevo da região. Para chegar ao topo e experimentar um ar completamente puro, é preciso vencer uma trilha de dificuldade moderada, com 400 metros de extensão. Se a caminhada partir de Lençóis, situada a 30 km, o fôlego terá que estar em dia, já que o tempo total estimado para essa trilha é de 6 horas.

Uma boa dica é visitar o morro nos finais de tarde. Do alto deste mirante natural, todas as belezas tornam-se ainda mais encantadoras ao sol poente. O perfil das serras verde-azuladas confunde-se com nuvens douradas, o vento é muito frio e é completa a sensação de se estar no topo do mundo.

O nome do morro deve-se a uma lenda existente na região. Segundo ela, um escravo, Inácio, apaixonou-se pela esposa de um poderoso coronel. O marido, zangado, acabou descobrindo o romance e mandou pistoleiros ao encalço do escravo. 

Inácio foi encurralado no alto dessa montanha e, não tendo como escapar, saltou com a sombrinha da amada. Conta-se que muitos conseguiram ver Pai Inácio correndo entre os vales para nunca mais voltar.

Trekking em Jacobina


Dona de um vasto patrimônio histórico, marcando o limite norte da Chapada Diamantina, Jacobina não economiza quando o assunto é beleza. Rodeada por serras, montes e lagos e cortada por lindos rios e cachoeiras, a cidade é uma das mais completas de todo o Estado no quesito esporte e aventura.

Os amantes do trekking, por exemplo, podem circular a cidade, desfrutando de muitos obstáculos, belas vistas e excelentes pontos para o camping selvagem. Na região, são inúmeras as trilhas que incluem em seus roteiros: cânions, magníficas quedas d´água, cavernas e cenários que fazem o aventureiro, literalmente, suspirar. 

Confira as principais opções:

Trilha do Véu de Noiva
Com destino ao distrito de Itaitu (Jacobina), esta trilha dá acesso a uma bela cachoeira, com impressionantes 60 metros de altura, própria para banho e prática de rapel.

Trilha dos Bandeirantes
Partindo da Estação Ecológica Bandeirantes, a 8 km de Jacobina, esta trilha corta parte da Serra do Pinhão, proporcionando uma bela vista. No caminho, há muita mata preservada e o encontro com muitos rios, como o Charneca e o Rio do Ouro, e também com as cachoeiras dos Amores, Jequitibá e do Brito. Há uma parte da trilha ainda mais exuberante, que permite a observação de árvores seculares e uma visita às ruínas da Igreja de São Miguel das Figuras, datada do século XVIII.

Trilha dos Payayás
Situada no município de Saúde, a 44 km de Jacobina, possui rara beleza, beirando um rio com diversas praias de areias alvas e finas. Depois de andar cerca de uma hora, encontra-se uma exuberante queda d´água, com cerca de 40 metros altura, que forma uma grande lagoa própria para banho.

Travessia Igatu - Paty - Capão

 

São quatro dias de trilhas, oscilando entre leve e pesada, com caminhadas em meio a paisagens deslumbrantes da Chapada Diamantina. Paredões, rochedos, cânions, rios e cachoeiras cercados por campos floridos de um vasto verde de Mata Atlântica. 

1º Dia - Receptivo no Aeroporto Internacional de Salvador ou local a combinar. Traslado para Andaraí com parada para almoço em Itaberaba. Check-in na pousada Pedras de Igatu, na vila de Igatu. Receptivo opcional no Aeroporto Horácio de Matos, em Lençóis; traslado para Andaraí e check-in na pousada Pedras de Igatu. 

2º Dia - Café da manhã. Saída de carro até Andaraí (13 km de distância). Trilha de cerca de 7h (caminhada em ritmo leve) em direção ao Vale do Paty. O primeiro destino, a Cachoeira do Ramalho do alto dos seus 90m de queda d'água, proporciona um banho refrescante, em meio a um visual deslumbrante. Subindo a encosta da Serra do Sincorá, cenário de antigos garimpos de diamantes, tocas do século passado e vegetação rupestre, chega-se até o Arrochador, de onde se descortina uma bela vista sobre os suntuosos Morro Branco do Paty e o Cachoeirão. 

O Arrochador é conhecido também por ser ponto de ajuste das cargas para descer a estreita, íngreme e sinuosa Ladeira do Império, que desemboca no centro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, onde está o Vale do Paty. Acampamento no sítio Luar do Paty, com jantar preparado em fogão à lenha. Noite de conversa em volta da fogueira, ouvindo histórias dos nativos.

3º Dia - Café da manhã. Caminhada (cerca de 3h) rumo ao vale do Cachoeirão, um conjunto de nove quedas d'águas que despencam de um abismo em forma de ferradura, com cerca de 200m de altura. Acampamento no Paty de Cima, com jantar preparado em fogão à lenha, na casa de nativo.

4º Dia - Café da manhã. Trilha envolta pela beleza dos Gerais do Vieira sobre uma extensa área plana de vegetação de gramíneas, até chegada ao Vale do Capão, no município de Palmeiras. Durante o percurso, parada para lanche (não incluso) e banhos refrescantes de rio e cachoeiras. Acomodação na Pousada do Capão. Noite livre. Pernoite no Capão.

5º Dia - Café da manhã. Trilha por cima (6km com ritmo pesado nos dois primeiros) rumo à Cachoeira da Fumaça. A paisagem de vale, rodeada de flores, leva até o topo da Cachoeira, a 1.490m acima do nível do mar. A vista estonteante revela a queda livre da coluna d'agua, despencando de 340m de altura para formar um belíssimo arco-íris, ao encontro do sol, envolto pela cortina de fumaça das partículas de água em evaporação.

Na volta, parada para banho na Cachoeira do Riachinho, com 20m de queda d'água despencando em um grande poço. Retorno à Pousada do Capão. Noite livre. Pernoite no Capão.

6º Dia - Café da manhã. Traslado Capão / Salvador - Aeroporto Luís Eduardo Magalhães ou Capão / Aeroporto Horácio de Matos, em Lençóis.

Rota dos Diamantes


Para conhecer de verdade uma região, é preciso fazer novas descobertas, conhecer e interagir com o modo de vida das pessoas do lugar, experimentar os sabores da sua culinária, para assim entender sua história e seu modo de vida.

Ao longo da semana faremos uma viagem ao redor do parque, observando a arquitetura diferenciada de cada vila por onde passamos, conheceremos ex-garimpeiros que nos contarão suas histórias, uma comunidade quilombola, nos deliciaremos com pratos típicos preparados com ingredientes regionais, além de maravilhas naturais incomparáveis.

A Rota dos Diamantes percorre os caminhos trilhados pelos exploradores, anos atrás, mostrando ao visitante a beleza exuberante dos atrativos da Chapada e como é possível integrar de forma harmônica pessoas e natureza, promovendo o verdadeiro desenvolvimento sustentável.

Um dos roteiros mais procurados da região, mas sob uma nova ótica, onde o objetivo principal é a troca de experiências entre visitantes e comunidade.

Descritivo do Itinerário

1º Dia:
Salvador-Lençóis. Receptivo no aeroporto ou rodoviária e traslado até a pousada / hotel. Almoço regional na cidade e, à tarde, caminhada pelos arredores da cidade de Lençóis, para conhecer um pouco da história, arquitetura e curiosidades desta simpática cidade, famosa pelo garimpo de diamantes, no século 19. Visita ao Museu do Garimpo, onde Seu Cori, antigo e conhecido ex-garimpeiro, nos mostra as técnicas e histórias da época do garimpo. Pernoite em Lençóis

2º Dia:
Caminhada pelo Rio Lençóis e Cachoeira da Primavera-Ribeirão do Meio. Caminhada pelo Rio Lençóis, passando pelos Caldeirões do Serrano, verdadeiras piscinas formadas na época do garimpo. A trilha continua pelo salão de areias coloridas, seguindo até a Cachoeira da Primavera. Retornamos à cidade para almoço e à tarde visita ao Ribeirão do Meio. Pernoite em Lençóis.

3º Dia:
Visita às grutas da Lapa Doce, da Pratinha e Morro do Pai Inácio. Saída de carro de Lençóis pela manhã em direção a Iraquara, para conhecer a Gruta da Pratinha. O local perfeito para um banho nas águas cristalinas do Rio Pratinha e onde visitaremos a Gruta Azul, aproveitando as belezas naturais do lugar, no horário mais tranquilo de visitação. O atrativo conta também com opções de mergulho de flutuação no interior da caverna e tirolesa (opcionais). À tarde, teremos um delicioso almoço de comidas típicas antes de seguirmos de carro rumo à Gruta da Lapa Doce. 

A região de Iraquara é famosa por seu subsolo de rochas calcárias, que permitiram a formação de inúmeras grutas e cavernas, com formações rochosas raríssimas. Com a ajuda de um guia local, faremos a travessia da Gruta da Lapa Doce e conheceremos as belíssimas formações de estalactites, estalagmites, espeleotemas, colunas e seus processos de formação de milhões de anos. Finalizaremos o dia com o visual impressionante do topo do Morro do Pai Inácio e retornaremos a Lençóis no final da tarde. Pernoite em Lençóis.

4º Dia:
Visita à cachoeira do Mosquito. Uma belíssima cachoeira de 60 metros, com várias opções de banho. Saída de Lençóis em trajeto de carro até a Fazenda dos Impossíveis. Caminhada de 1 hora até a cachoeira. Lanche de trilha no local. À tarde, a caminhada segue para a parte de cima da cachoeira, retornando à fazenda no final da tarde. Retorno a Lençóis. Pernoite em Lençóis.

5º Dia:
Pantanal Marimbus. Roteiro de barco, atravessando o pantanal Marimbus. Saída, pela manhã, de Lençóis em direção ao Remanso, atualmente uma vila de pescadores e que, no passado, era um quilombo fundado por escravos fugidos. Passeio de barco de 1h30 até a Fazenda Roncador, guiado por nativos do Remanso. Almoço de comidas típicas no local e visita à Cachoeira do Roncador. À tarde, trajeto de carro da fazenda até Mucugê, cidade localizada ao sul do parque. Chegando a Mucugê, faremos um city tour para apreciar a exuberante arquitetura da cidade, conhecer o cemitério Bizantino e as histórias da época dos diamantes. Pernoite em Mucugê.

6º Dia:
Cachoeira do Buracão. Definitivamente umas das mais belas cachoeiras da Chapada. Saída de carro em direção a Ibicoara. No caminho, um cenário diferente formado pelas grandes plantações de café e frutas. Trilha de 3 quilômetros até a Cachoeira do Buracão, que pode ser visitada pelo topo de seus 100 metros e pela parte de baixo, nadando pelos belíssimos cânions até o poço, ou caminhando.  

Na volta, parada para lanche de trilha e banho na Cachoeira das Orquídeas. Caso haja tempo, no caminho de volta faremos uma pausa para conhecer um alambique, onde os visitantes podem observar o processo utilizado para fazer uma das cachaças mais conhecidas da região. Pernoite em Igatu.

7º Dia:
Igatu, Poço Azul e Rio Mucugezinho. A vila de Igatu é famosa por sua particular arquitetura, toda feita com blocos de rocha, abundantes na região, e que ficou famosa pelo garimpo de diamantes. Pela manhã, visitaremos a galeria de arte de Igatu e as ruínas da cidade fantasma, conhecendo personagens famosos como seu Guina e Amarildo. 

Depois, seguimos de carro até o Poço Azul, um impressionante poço de rochas calcárias, com águas cristalinas em azul-turquesa, ideais para um mergulho com o colete, máscara e snorkel fornecidos. Depois do banho, seguimos rumo ao Rio Mucugezinho para curtir um delicioso almoço às suas margens, encerrando o dia com um banho de cachoeira.Retorno a Lençóis no final da tarde. Pernoite em Lençóis.

8º Dia:
Lençóis-Salvador. Despedida e traslado até o aeroporto ou rodoviária de Lençóis.

Agência responsável: 

Pré-história e aventura em Morro do Chapéu


Distante 390 km de Salvador, Morro do Chapéu possui mais de 10 sítios que reúnem pinturas em grutas e pedras, com uma infinidade de cachoeiras, paredões, desfiladeiros e a maior concentração de orquídeas da Bahia. A cidade, localizada a mais de 1.000m de altitude, é também o paraíso dos fãs de esportes radicais, rota certa para a prática de rapel, mountain biking, trekking e cavernismo.

A Toca da Figura, na região do Ventura, possui uma paisagem composta por blocos de rocha que formam abrigos e tocas em meio ao vale. Os grandes painéis do sítio mostram homens enfileirados, animais em movimento, cenas de caça e homens subindo em árvores. As pinturas da Toca da Figura combinam no mesmo desenho cores diferentes, como vermelho, amarelo, marrom e branco.

Perto dali, a Toca do Pepino é um grande abrigo, que deve ter sido utilizado por caçadores;  é composto por um grande paredão, com cerca de 90 metros, repleto de pinturas. As pinturas nas paredes indicam um conjunto de imagens da Tradição Nordeste, com figuras humanas bem pequenas, um grande grupo de homens enfileirados e cenas compostas por rituais que incluem homens com cocares e ferramentas, como cestas, tacapes e lanças.

A Gruta da Boa Esperança, a 53 km de Morro do Chapéu, agrupa pinturas rupestres e possui uma espécie de altar que sugere ter sido espaço para rituais religiosos. No Lagedo Bordado, às margens do Rio Salitre, as artes rupestres aparecem em uma rocha, onde também encontram-se pegadas de animais. Para quem se interessa por paleontologia, a Toca dos Ossos, em Ourolândia, é um local repleto de fósseis.

Praias Fluviais


No roteiro ao longo do extenso Rio Paraguaçu, o mais importante da Chapada Diamantina e o mais extenso rio genuinamente baiano, a paisagem divide-se entre cenários históricos e matas ciliares. O trecho que corta a cidade de Andaraí reúne um dos mais belos cenários naturais, em meio a trilhas que desembocam em cânions e cachoeiras. 

Destaque especial para a Cachoeira da Donana, quando o rio assume uma forma exuberante, já a mais de 100 km da sua nascente. As praias fluviais são outra atração imperdível. Ao todo são 4 km de extensão de águas calmas rodeadas por um vasto areal branco em um cenário paradisíaco. Pedida ideal para relaxar em banhos de água doce, curtindo a natureza local.

Parque Nacional da Chapada Diamantina


Esta aventura vem acompanhada de alguns dos mais belos cenários do Brasil e consiste em um superpasseio, cortando inúmeras grutas, cachoeiras, vales e montanhas da Chapada Diamantina. Um lugar ímpar, repleto de história, lendas e dono de um astral todo especial. Uma excelente infraestrutura está à disposição do visitante, com guias, serviços e hotéis de ótimo nível, fornecendo todo conforto necessário. 

São 8 dias e 7 noites de puro encanto, numa jornada marcada por muita intimidade entre o homem e a natureza.

1ºdia - Apresentação no aeroporto para embarque com destino a Lençóis, na Chapada Diamantina. Chegada, recepção e traslado para acomodação na pousada escolhida. No final da tarde, saída para visita ao Morro do Pai Inácio, que proporciona uma vista panorâmica, e contemplação do entardecer. Retorno a Lençóis e pernoite.

2ºdia - Café da manhã e saída para visita às cachoeiras do Rio Mucugezinho e ao Poço do Diabo, com opção de rapel e tirolesa (R$40). Após o almoço, deslocamento para a Fazenda Pratinha, para visita à Gruta Azul e à Gruta da Pratinha, podendo usufruir vários opcionais como flutuação (R$15) tirolesa (R$5), cavalgada (R$15/h) e um bom banho em rio de águas cristalinas. Visita ainda à gruta da Lapa Doce. Retorno a Lençóis e pernoite.

3ºdia - Após o café, traslado até o Morro do Pai Inácio, para início de caminhada em direção a um dos morros mais bonitos da Chapada Diamantina, o "Morrão". Durante a caminhada de 12 km, se atravessa Águas Claras, uma toca com uma piscina natural, ótima para banho. Lanche e descida para o Capão, para acomodação na pousada que oferece uma das mais belas vistas de toda a Chapada. Jantar e pernoite.

4ºdia - Café e saída para a base da trilha que leva à Cachoeira da Fumaça, com seus impressionantes 380m de queda livre. Caminhada de aproximadamente 11 km até a cachoeira. Lanche no local e retorno ao Vale do Capão. Jantar e pernoite.

5ºdia - Após o café da manhã, traslado até o povoado do Bomba, no Vale do Capão. Aqui se inicia uma das mais belas trilhas do Parque Nacional. São aproximadamente 15 km até o povoado do Guiné. Durante o percurso, caminhada pelos Gerais do Vieira, Gerais do Rio Preto e a oportunidade de avistar o Paty, considerado um dos mais belos vales do Brasil. Lanche de trilha no percurso e, ao final da caminhada, seguir para Mucugê para jantar e pernoite.

6ºdia - Café da manhã e saída para o extremo sul do Parque Nacional, com destino a Ibicoara, para conhecer um dos mais belos locais da Chapada. Com aproximadamente 80 metros de queda em forma circular e um impressionante cânion sinuoso, a Cachoeira do Buracão é daqueles lugares de tirar o fôlego. Em 6 km de caminhada,  visita por baixo e por cima da cachoeira.  Depois do lanche, seguiremos em direção à pitoresca e agradável vila de Igatu, a cidade de pedras, importante núcleo comercial na época da exploração do diamante. Jantar e pernoite.

7ºdia - Café da manhã e saída para visita ao Poço Encantado, um espetáculo da natureza escondido no sertão baiano. Seguimos para Andaraí, para almoço em restaurante, ao lado do Rio Paraguaçu, onde se pode também tomar banho. Após o almoço, passeio pelo centro de Andaraí, visita ao centro de lapidação de diamantes e parada para sorvete caseiro. Iniciaremos outra caminhada (4km), passando por belíssima vegetação rupestre, até chegar de volta a Igatu, para jantar e pernoite.

8ºdia - Após o café da manhã, traslado para a cidade de Lençóis para almoço (não incluído). Traslado para o aeroporto.

Parque das Cachoeiras - Circuito Chapada Norte

 

A diversidade da fauna e flora silvestres, além de belíssimas cachoeiras, grutas e trilhas de grande beleza.

A riqueza histórica e cultural do Circuito Chapada Norte, na Chapada Diamantina, pode ser vivenciada neste roteiro que apresenta do início da história da mineração do ouro na Bahia, em Jacobina, ao ciclo do diamante, em Morro do Chapéu. A diversidade da fauna e flora silvestres, além de belíssimas cachoeiras, grutas e trilhas de grande beleza, com destaque para o Parque Sete Passagens, um verdadeiro paraíso ecológico bem preservado. As belezas naturais e grutas de Campo Formoso. 

O Mercado de Artesanato Cultural, em Morro do Chapéu, reúne exposições, apresentações teatrais, oficinas e lojas com artesanato local, especialmente o de minério. Na culinária, o destaque fica por conta da galinha caipira com leite de licurí, do bode assado, dos doces de frutas da região, como a goiabada cascão, marmelo, banana, licores de vários sabores e do beiju. O destaque entre as manifestações culturais é a Marujada, juntamente com a banda de pífanos e o maculelê.

Descritivo do Itinerário   

1º Dia - Jacobina
Chegada a Jacobina.
Almoço opcional.
City Tour – roteiro histórico e cultural, com visita a casarios antigos, capelas, comércio e contemplação da paisagem do alto da cidade.
Pernoite em Jacobina.

2ºdia – Jacobina / Itaitu
Deslocamento de 26 km até o distrito de Jacobina, que oferece trilhas de grande beleza cênica, com serras que permitem a prática de esportes de aventuras. Caminhada de 20 min até a Cachoeira Véu de Noiva, com queda de 60 metros de altura, boa para banho e prática do cascading ou rapel (opcional).
Almoço típico regional no distrito de Itaitu.

À tarde, caminhada leve de 10 minutos até a cachoeira Arapongas e Poço da Geladeira, com queda de 40 metros, e poço para banho de água gelada e escura. Retorno a Jacobina.
À noite, passeio na missão: espaço com barzinhos, sorveterias e restaurantes e feira de artesanato.
Pernoite em Jacobina.

3º - Jacobina / Miguel Calmon
Deslocamento de 36 km até Miguel Calmon para visita ao Parque Estadual Sete Passagens, com belas cachoeiras emolduradas por matas ainda intocadas. No parque, há pelo menos duas opções de trilhas – leve e média – para avistamento de animais silvestres e contemplação da paisagem em mirantes naturais.
Noite livre.
Pernoite em Jacobina.

4º Dia – Jacobina / Campo Formoso
Deslocamento de 100km até Campo Formoso para visita à Toca da Barriguda, a segunda maior caverna do Brasil, com 30 km de extensão. São 12 salões liberados para visitação.
Levar água e lanche reforçado.
À noite, visita às lojas de artesanato mineral.
Jantar (opcional).
 Pernoite em Campo Formoso.

5º Dia – Campo Formoso /Ourolândia
Deslocamento de 160 km até Ourolândia, visita ao Poço Verde, localizado a aproximadamente 4 km de Ourolândia; é uma das belezas naturais do município. Rodeado por um paredão, suas águas refletem um tom esverdeado, que fazem jus ao nome. Até hoje não se sabe sua profundidade.
Almoço em Ourolândia.

Visita à Toca dos Ossos, de formação rochosa em calcário resfriado, nela foram encontrados ossos de uma preguiça gigante fossilizada, que hoje está exposta no Museu Histórico Nacional do Rio de Janeiro; não se conhece sua dimensão, pois até hoje não se chegou ao final.
Deslocamento Ourolândia / Morro do Chapéu (86 km).
Noite livre.
Pernoite em Morro do Chapéu.

6º Dia – Morro do Chapéu
 
Visita à Cachoeira do Ferro Doido. Situada a 15 km da sede de Morro de Chapéu, chega a alcançar no ponto mais alto 98 metros, formados pelo rio de mesmo nome, tendo sua nascente na Boca do Cedro, ao sul do município.

Almoço típico regional em Morro do Chapéu (opcional).

Visita à Vila do Ventura, antigo centro garimpeiro de diamantes, que teve seu apogeu no século XIX, chegando a uma população de 30 mil habitantes e que hoje se resume a seis famílias. Por muito tempo foi considerada “cidade-fantasma”, repleta de histórias e lendas; hoje vem se consolidando como vila turística.

À noite, visita ao Mercado Municipal de Artesanato, em Morro do Chapéu.
Pernoite em Morro do Chapéu.

7º dia – retorno a Salvador  às7h.

Natureza com adrenalina


Ainda desconhecida do grande público, a faixa norte da Chapada Diamantina configura-se num ambiente propício para aqueles que possuem espírito aventureiro.  Com 72 cachoeiras e mais de 200 km de trilhas que passam por morros e matas, a região possui 12 municípios e reúne ainda importantes elementos arqueológicos, como figuras rupestres e animais silvestres como veados, onças pretas e macacos-prego.

Além das trilhas, muito comuns nas matas do local, o rapel é um dos esportes mais procurados pelos turistas que chegam à Chapada Norte em busca de adrenalina e do encontro com a natureza.

A principal cidade da região é Jacobina, que está situada a mais de 300 km de Salvador e foi fundada em 1682 e, mais tarde, em 1752, elevada à condição de vila. É lá que se encontra a Cachoeira Véu de Noiva, que é a principal atração do pequeno povoado de Itaitu. Com 60 metros de altura, a queda d’água é um convite a um banho, mesmo com a água bastante fria. Apesar da beleza singular, o local requer cuidados para idosos e crianças, uma vez que é rodeado de pedras escorregadias.

Pertinho de Jacobina, na cidade de Saúde, está a Cachoeira dos Payayás, cujo visual deslumbrante é a recompensa para a cansativa caminhada por uma trilha de até uma hora de duração.  No caminho, é possível visualizar elementos característicos da vegetação sertaneja como cactos, mandacarus, além de animais como cobras, pássaros e répteis.

Quem gosta de maior adrenalina tem como opção a Trilha dos Bandeirantes, local que no passado foi notabilizado pela lavagem e separação de ouro e pedras preciosas, no período mais intenso do garimpo. É lá que estão as trilhas e corredeiras que impõem mais dificuldade aos amantes das caminhadas pelas matas.

O local é apontado ainda como o melhor ponto para apreciação da fauna que ainda reúne aves e felinos ameaçados de extinção, além de árvores centenárias e matas ciliares. Depois de enfrentar inúmeros obstáculos, o aventureiro é premiado pela vista do Mirante Vale Verde. 

O local oferece visão panorâmica do vale de floresta exuberante, cânion e serra, dos paredões de 30 metros de altura próximos onde passam o Rio do Ouro e a Cachoeira dos Amores. Os 50 metros de queda d’água garantem uma boa massagem no banhista que se coloca ao pé da cachoeira.

No distrito de Caatinga do Moura, por sua vez, as cavernas e grutas remetem os visitantes a um viagem no tempo devido às figuras rupestres desenhadas nas paredes das rochas.

Museu de arte rupestre a céu aberto em Central

 
 
Saindo de Morro do Chapéu e percorrendo 118 km em direção a Irecê, o município de Central possui sítios vinculados aos territórios de calcários. Tanto as pinturas geométricas coloridas atribuídas à Tradição Geométrica, feitas em tocas e abrigos, como cenas da Tradição Nordeste, incluindo o famoso Toxodonte, feitas em espaços abertos, mostram a diversidade da arte rupestre dos sítios daquela região.

O sítio Riacho Largo fica próximo ao local onde o município começou a ser povoado. Percorrendo 1 km de trilha até a Fonte do Lajedão, começa a série de pinturas rupestres do sítio. Os desenhos com figuras de animais extintos, cenas de caça e rituais mágico-religiosos revelam pinturas com até 12 mil anos.  Entre os desenhos, a mão de fogo do Pajé representa o ritual onde o chefe espiritual do grupo tomava o chá sagrado e sentia suas mãos arderem para curar os doentes e proteger a tribo. 

Ainda no Riacho Largo, encontramos o Toxodonte, a pintura mais famosa dos sítios da região, que representa com detalhes os homens caçando um animal, uma espécie de rinoceronte pré-histórico. No desenho, os caçadores carregam lanças e uma rede que é atirada no animal. As pinturas do Riacho Largo foram feitas em pontos de visibilidade e locais de passagem temporária. Além das cenas de caça, é possível visualizar representações de plantas e vegetais, pinturas de mãos chapadas e vazadas e desenhos geométricos.

Outro sítio da região, a Toca dos Búzios, fica na estrada da Capoeira da Serra. Este sítio tem características peculiares, pois, trata-se de uma toca calcária, diferente dos outros tipos de tocas, e agrupa um grande número de imagens da Tradição Astronômica, tornando-se um dos pontos de maior atenção dos pesquisadores desse tipo de pintura.

Os desenhos de planetas, astros e sistemas ficam no mesmo lugar onde, de acordo com as pesquisas da arqueóloga Maria Beltrão, pode estar um fóssil humanídeo, com cerca de 300 mil anos, e onde já foram encontrados outros materiais arqueológicos com essa datação. A expectativa de que ali se encontra enterrado um exemplar humanídeo tão antigo pode transformar as teorias de povoamento das Américas construídas até aqui.

Além da Toca dos Búzios, outro sítio possui vestígios de povoamento no período Pleistoceno médio. A Toca da Esperança é o sítio arqueológico mais antigo das Américas. No local, foi encontrado um Chopper, uma das ferramentas primitivas que eram utilizadas para cortar e amassar alimentos, com cerca de 300 mil anos.

O rico acervo de fósseis e pinturas encontrados no município acha-se hoje no Museu Arqueológico de Central, inaugurado em 1995. Localizado no antigo Mercado Municipal, o espaço agrupa telas com reproduções das pinturas, cerâmicas, panelas, batedores, chopper e cavadeiras encontradas nas escavações realizadas desde 1982.

O museu também exibe fósseis de animais atuais, paleolhama, cavalo extinto, mastodonte e do tatu gigante, animal do tamanho de um Fusca. Um espaço reproduz o cenário de uma escavação arqueológica, com marcações, fitas e pincéis.  O acervo ainda reúne uma antiga urna funerária e, em uma sala, fotos e textos contam a história da passagem da Coluna Prestes pela cidade, com depoimentos dos moradores. O museu é frequentado por estudantes, pesquisadores e turistas; só na Semana dos Museus, em maio, mais de 1.500 pessoas visitaram o local.

Mergulho em Cavernas e Grutas

 

A área que compreende a Chapada Diamantina possui um dos complexos geológicos mais ricos da América do Sul. Iraquara, importante município localizado no centro da região, apresenta, entre todos os seus atrativos, algumas grutas e cavernas perfeitas para a prática do espeleo-mergulho. 

O famoso Poço Azul, por exemplo, tem piscinas profundas em seu interior, formadas por rios subterrâneos, sendo um dos locais mais procurados para esse tipo de esporte. Já no Poço Encantado, pertencente ao município de Itaetê, só é permitido o mergulho científico com autorização prévia do Ibama.

O mergulho em cavernas exige alguns cuidados importantes, para que fatores como o nível da água, a visibilidade e o sistema de oxigênio estejam em perfeita ordem. O mergulho em cavernas é especializado e só é permitido a mergulhadores com experiência comprovada. Na Gruta da Pratinha, por exemplo, o espeleo-mergulho só é autorizado para dive master, graduação conferida após cursos rigorosos.

Gruta da Pratinha
Formada pelo rio de mesmo nome, quando este emerge à superfície apresenta um dos mais belos cenários da Chapada Diamantina. Mais rasa das grutas de Iraquara, a Pratinha apresenta profundidades que oscilam entre 1,5 e 2,5 metros, sendo ideal para os iniciantes fazerem flutuação, com  acompanhamento de guia local.

Gruta Azul
Com profundidade de aproximadamente 15 metros, essa gruta fica situada no complexo da Pratinha. Durante quase todo o dia, o sol penetra por fendas, revelando um belíssimo azul-turquesa.

Poço Encantado
Considerada uma das mais belas atrações de toda a Chapada, o famoso poço hoje está vedado a essas aventuras. Temendo danos à natureza, o IBAMA vetou o mergulho, permitindo apenas a visita para contemplação.

Lagoas de Andaraí

 

Em meio a uma imensa planície inundada, lagoas interligadas, de águas mansas, encantam o visitante, com fauna e flora diversificadas, refúgio ecológico para grande diversidade de aves e peixes. Lagartos, jacarés e tucunarés oriundos da Bacia Amazônica dão o tom do local, em meio à vegetação fechada de arbustos e às várias vitórias-régias que enfeitam a superfície, em uma paisagem singular que mais se assemelha a um pequeno pantanal em pleno coração da Chapada Diamantina. 

Rica em ouro e pedras preciosas, a região conhecida como Marimbus fervilhava nos tempos áureos da exploração do garimpo. O resultado do assoreamento dos rios é este quadro enfeitiçado, envolto por morros, grutas e cachoeiras que abundam no recorte da Chapada. 

O chamado “Pantanal da Chapada” fica em Marimbus, entre as cidades de Lençóis e Andaraí.  A magnífica biodiversidade divide-se entre as lagoas Encantada, do França, dos Paus, do Baiano e do Ferreira, após a belíssima nascente de águas cristalinas do Olho D’Água. 

O visitante pode aproveitar para passear de barco ao longo da vasta extensão de lagoas e curtir mais de perto toda a exuberância desse cenário rico em peculiaridades. Banhos, mergulhos e pesca são propícios na maior parte dos trechos.

Gentio do Ouro reúne pinturas diversificadas


Depois de Central, o último destino da viagem é Gentio do Ouro, cidade com pouco mais de 12 mil habitantes. Depois de seguir pela Estrada do Feijão, até Xique-Xique, é só pegar a BA-160 em direção à cidade. A região, que já foi repleta de minas de ouro, hoje é explorada por mineradores de cristais.

Entre as serras e cânions do município, pinturas associadas à Tradição Geométrica chamam a atenção por sua diversidade de cores e pelos longos paredões que estão cobertos com as figuras. Um bom exemplo das pinturas nos paredões de Gentio do Ouro é o sítio de Poções. 

Na região, as pinturas com traços, ziguezagues e marcações de calendários estendem-se por cerca de 200 a 300 metros entre os cânions. Pinturas de figuras humanas e animais felinos misturam-se a desenhos de cruzes, semelhantes às da Ordem de Cristo, que indica a conservação da prática da pintura por parte dos grupos indígenas que foram colonizados e convertidos ao catolicismo, durante a exploração portuguesa.

Ainda em Gentio do Ouro, o Sítio do Caldeirão, no povoado de Água Doce, reúne pinturas feitas em paredões de áreas descobertas, com pequenos desenhos geométricos, representações de calendários, animais e algumas figuras humanas. As pinturas do Caldeirão são caracterizadas por serem compostas de várias cores, predominando o vermelho, o amarelo e o branco.

No Sítio da Cachoeira do Encantado, imagens geométricas, bastonetes, grades, pentes, animais, lanças e cestas são encontrados separados, em ilustrações que datam de cerca de 2.700 anos até 12 mil anos. No local, uma das paredes pintadas sofreu alterações por conta do vandalismo de alguns visitantes e chama a atenção para a necessidade de preservação dos sítios.

Chapada em Alto Estilo


O melhor da Chapada Diamantina acessível a diversos perfis de visitantes.

O roteiro oferece o que há de melhor na Chapada Diamantina, pois abrange os principais atrativos do Parque Nacional e seu entorno: cachoeiras, cavernas, cânions, montanhas, cidades históricas integrantes dos Ciclos do Diamante e do Ouro, além de atividades do turismo de aventura para iniciantes e praticantes. 

Com variadas opções de trilhas curtas e longas, este roteiro é acessível a diversos perfis de visitantes e conta com infraestrutura turística de qualidade. Tombadas pelo Patrimônio Histórico Nacional, as cidades de Lençóis e Mucugê, ao lado da minúscula Igatu, preservam o casario colonial do final o século XIX. A diversidade cultural confere um clima charmoso a Lençóis, que também se posiciona como o portão de entrada para a Chapada Diamantina.

1º Dia – Traslado Salvador /Lençóis ou Aeroporto Lençóis / hotel escolhido
Check-in e pernoite

2° Dia – Serrano, Salão de Areias, Cachoeirinha, Cachoeira da Primavera, Poço Halley
Neste roteiro realizado a pé, com percurso total de aproximadamente 4 Km, o visitante inicia a caminhada a partir do centro de Lençóis, com destino a Serrano, antigo garimpo, trecho do Rio Lençóis, cujo leito apresenta vastos conglomerados de rochas coloridas e polidas, formando caldeirões de hidromassagem naturais, ideais para banho. A trilha prossegue rumo ao curioso Salão de Areias, um pequeno labirinto onde formações rochosas multicoloridas propiciam, por decomposição, areias coloridas utilizadas no artesanato. 

Descendo entre os rochedos, a poucos metros do Serrano está a Cachoeirinha, queda d'água cristalina e que propicia um excelente banho. Seguindo a caminhada, chega-se à Cachoeira da Primavera. Originada do Rio Grizante, essa cachoeira cai num terreno de pedras, dando às suas águas um tom ferruginoso. O Poço Halley ou Paraíso, considerado um dos mais bonitos e agradáveis poços da região, apresenta piscinas naturais e cascatas de águas relaxantes, emolduradas por uma bonita vegetação de entorno. Trilha leve.

3° Dia – Rio Mucugezinho, Poço e Cachoeira do Diabo, Caverna da Lapa Doce, Gruta da Pratinha,  Morro do Pai Inácio 
O roteiro é iniciado com veículo em percurso de 20 Km, a partir da cidade de Lençóis, com destino ao Rio Mucugezinho, caminhada de 20 minutos pela margem do rio; em seu leito de pedras desalinhadas, formando várias cachoeiras e saltos, o maior deles é a Cachoeira do Diabo, 22 metros de queda e um lago muito agradável para banho.

No local é também possível a prática de esportes como o rapel e a tirolesa. Ainda de veículo, o roteiro segue para a Gruta da Lapa Doce, a 70 km da cidade de Lençóis, no município de Iraquara, de formação calcária e com aproximadamente 850 m de extensão; na área aberta à visitação, podem ser observados espeleotemas, colunas, estalactites e estalagmites de fascinante beleza. 

A partir da Lapa Doce, percorridos 6 km de veículo, em estrada de chão, chega-se à Gruta da Pratinha, caverna escavada caprichosamente pelo Rio Pratinha, cuja água é de um tom azul transparente, refletindo um brilho prata proveniente do fundo da gruta, encoberto de pequenas conchas claras e rico em calcário e magnésio. Nas águas vivem cerca de dez espécies de peixes que podem ser vistos a olho nu. A Gruta da Pratinha propicia a prática de esportes como espeleomergulho, tirolesa, flutuação e caiaque. Local também muito agradável para o banho. 

O Morro de Pai Inácio, que é considerado o cartão-postal da Chapada Diamantina, fica localizado numa situação bem central da Chapada, o que permite uma vista panorâmica de grande parte das elevações mais imponentes da região, como as serras da Bacia, Mucugezinho, Sobradinho e os belos morros do Camelo e Morrão.

4° Dia – Capão: Cachoeira da Fumaça, Cachoeira do Riachinho
Percurso feito de carro (68 km), até a vila de Caeté-Açú, no município de Palmeiras. Trilha de 6 km, um pouco puxada no início, mas o restante do percurso é uma região plana e tranquila. Uma trilha repleta de flores e paisagens de vale, até chegar ao topo da Cachoeira, que se encontra a 1.490m acima do nível do mar, de onde o visitante se deslumbra com a queda livre da coluna d’água, despencando de 340m de altura, formando belíssimos arco-íris e como que tentando retornar para o alto, em forma de fumaça. 

Retornando dessa cachoeira, uma parada para banho, na Cachoeira do Riachinho, com 20m de altura, caindo num grande poço, refrescante e imperdível. Ao final do passeio, retorno a Lençóis. Trilha média.

5° Dia – Poço encantado, Poço Azul
Este roteiro é feito inicialmente de carro; partindo de Igatu, são 34 km até o Poço Encantado, que está localizado no município de Itaetê. Entrar na caverna até parece um viagem ao centro da Terra. Um grande salão, de cerca de 40m de altura desde o nível d'água, abriga esse poço, que tem uma profundidade variando de 30 a 61 m e águas tão transparentes que permitem de forma perfeita a visualização de seu fundo. 

No período de abril a setembro, um raio de sol penetra por uma claraboia natural, incidindo sobre a água e criando um cenário ímpar de rara beleza. O Poço Azul está localizado no município de Nova Redenção, em roteiro feito de carro. A caverna tem formações rochosas de estalactites e estalagmites e, ao fundo, possui um belíssimo poço de águas cristalinas, alimentado por lençol freático. 

Como ocorre no Encantado, no período de abril a setembro, a posição do Sol com relação à Terra faz com que a incidência dos raios solares nas águas do poço provoque um belíssimo efeito, tornando as suas águas azuis, num tom completamente transparente. No Poço Azul é permitido o banho e flutuação. Ali encontram-se também esqueletos completos de preguiças gigantes, datados em 10 milhões de anos.

6° Dia – Igatu – Cachoeira do Córrego do Meio, Poço do Brejo, Museu Arte e Memória, Ruínas da Cidade de Pedras,  Cachoeira Córrego do Meio, Cascatas das Cadeirinhas, Poço da Madalena
Localizada no município de Andaraí, está o vilarejo onde o tempo parece ter parado no período do Ciclo dos Diamantes. Tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Igatu oferece uma paisagem de infinita beleza, vales profundos, chapadões, o verde misturado ao cinza, marrom e rosa da secura do sertão. 

Chegando a Igatu, o passeio feito a pé pelas ruas, levando o visitante às ruínas da Cidade de Pedras e ao Museu de Arte e Memória, onde registros de tempos remotos contrastam com a simplicidade atual de suas ruas  e casarios e  com a opulência dos tempos do garimpo de diamantes. Depois desta deliciosa visita ao passado, um descanso da caminhada com banho na água gelada do Poço do Brejo, para então continuar o passeio por uma trilha de aproximadamente 15 minutos  de caminhada até a cachoeira do Córrego do Meio.Trilha leve.

7° Dia – Ibicoara: Cachoeira do Buracão | Mucugê: Cemitério Bizantino
Situada no extremo sul do Parque Nacional, no município de Ibicoara, a Cachoeira do Buracão é uma das mais belas da Chapada. O passeio oferece um belo visual da cachoeira por cima e, por baixo, no poço, um banho com gosto de aventura. Com 80 metros de queda livre, em forma circular, num cânion sinuoso. O passeio é feito inicialmente de carro até o município de Ibicoara, e mais 6 km de trilha bastante tranquila. 

O destino seguinte é o município de Mucugê. Chegando à cidade, é possível vivenciar uma volta ao passado num tour a pé de aproximadamente 40 minutos pelo conjunto arquitetônico colonial de grande beleza, além do Cemitério de Santa Izabel, em estilo bizantino,  tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

8° Dia – Traslado Igatu / Salvador Aeroporto Internacional Luís Eduardo Magalhães
Empresas que realizam este roteiro:
Chapada Adventure
+ 55 75 3334 2037 | chapadaadventure@hotmail.com
Destino Chapada Turismo
+ 55 75 3334 1484 | turismo@destinochapada.com.br
Nativos da Chapada
+ 55 75 3334 1314 | nativosdelencois@hotmail.com
Terra Chapada Expedições
+ 55 75 3334 1428; terra@terrachapada.com.br
Trilhar
+ 55 75-9965 8686 | trilharaventura@hotmail.com
Vertical Trip | + 55 75 3334 2034 | verticaltrip@yahoo.com.br

Morros do Pai Inácio e Camelo

 
A visão do visitante abrange os 360 graus da paisagem, que se torna ainda mais encantadora ao sol poente.

Morro do Pai Inácio
Do alto deste mirante natural tem-se uma visão privilegiada da paisagem de toda a região. São 22 km ligando Lençóis ao início da trilha, pela BR-242. Do seu pico, que fica a 1.150 m acima do nível do mar, avista-se a Serra do Sincorá, a Serra da Bacia e a Serra da Chapadinha. 

A visão do visitante abrange os 360 graus da paisagem, que se torna ainda mais encantadora ao sol poente. O perfil das serras verde-azuladas  confunde-se com as nuvens douradas; o vento é muito frio e é completa a sensação de se estar no topo do mundo. 

O nome do morro deve-se a uma lenda existente na região. Segundo ela, um escravo, Inácio, apaixonou-se pela esposa de um poderoso coronel. Quando um dia ele descobriu o romance, mandou pistoleiros no seu encalço. Inácio foi encurralado no alto dessa montanha e, não tendo como escapar, saltou com a sombrinha da amada. Conta-se que muitos conseguiram ver Pai Inácio correndo entre os vales para nunca mais voltar.

Morro do Camelo
Com o cume a 1 090 metros acima do nível do mar e uma altura de 170 metros a partir da base, o Morro do Camelo ficou famoso por ter sido cenário de abertura da novela Pedra sobre Pedra, exibida com sucesso pela Rede Globo de Televisão. Suas formas permitem duas interpretações aos observadores: visto da BR-242, em direção a Seabra, o gigante rochoso justifica seu nome, lembrando, de fato, um camelo. 

Observado-o a partir do seu vizinho não menos famoso, o Morro do Pai Inácio, a disposição das suas rochas faz referência ao busto de uma mulher deitada, com o rosto virado para o lado oposto ao de quem a observa.

Volta ao Parque com Guiné e Fumacinha

A Chapada preserva cidades históricas, ligadas ao ciclo dos diamantes, e uma cultura bastante interessante, recheada de lendas e histórias que contemplam a cultura local.

Roteiro semanal mais procurado da Chapada Diamantina, a Volta ao Parque com Guiné exige do visitante um bom nível físico, pois o deslocamento norte-sul se faz pelas serras mais altas do Parque Nacional. Roteiro completo e preenchido transitará pelos municípios de Lençóis, Iraquara, Palmeiras, Mucugê, Ibicoara, Andaraí e Nova Redenção. 

A Chapada preserva cidades históricas, ligadas ao ciclo dos diamantes, e uma história bastante interessante, recheada de lendas que contemplam a cultura local. Neste roteiro, o visitante conhece a dimensão da Chapada Diamantina e contribui diretamente para o desenvolvimento da região como um todo, envolvendo prestadores de serviços como guias locais e apoio, hotéis/pousadas, restaurantes. Neste roteiro itinerante, o visitante é levado a conhecer os principais atrativos do Parque Nacional, com uma logística diferenciada, que proporciona o máximo de segurança, qualidade e sustentabilidade!

Pernoitando em diferentes cidades, consegue-se reduzir as distâncias entre os atrativos e distribuir melhor o roteiro, além de proporcionar ao visitante a oportunidade de conhecer diversos municípios da região, vivenciar um pouco da cultura e interagir com a comunidade, utilizando sempre os serviços locais. Além de muita diversão, neste roteiro, o visitante vai entender a dimensão, a riqueza e a diversidade da Chapada e passar a cuidar e amar ainda mais a natureza!

1° dia - Chegada, recepção e traslado para acomodação no meio de hospedagem escolhido. No final da tarde, saída em visita ao Morro do Pai Inácio para apreciar a vista panorâmica e contemplar o entardecer. Retorno a Lençóis e pernoite.

2° dia
(5 km) - Saída para visita às cachoeiras do Rio Mucugezinho e ao Poço do Diabo, com opção de fazer rapel e tirolesa (adicional). Após o almoço, visita às grutas Azul e da Pratinha, onde se pode tomar um bom banho em lagoa de águas cristalinas. Visita ainda à Gruta da Lapa Doce. Retorno a Lençóis e pernoite.

3° dia
(11 km) - Saída para a base da trilha que leva à Cachoeira da Fumaça com seus impressionantes 380m de queda livre, a maior cachoeira do Brasil. Vista privilegiada do Vale do Capão. Caminhada até a cachoeira. Lanche no local e retorno ao Vale do Capão para jantar e pernoite.

4° dia
(18 km) - Traslado até o povoado do Bomba, no Vale do Capão. Aqui se inicia uma das mais belas travessias do Parque Nacional. Durante o percurso, caminhada pelos Gerais do Vieira, Gerais do Rio Preto onde se tem a oportunidade de avistar o Pati, que é considerado um dos mais belos vales do Brasil, e chegar ao Beco do Guiné, face ocidental do Parque Nacional da Chapada Diamantina; lanche no percurso. Ao final da caminhada, seguir para Mucugê. Acomodação na pousada, jantar e pernoite.

5° dia (6 km) - Saída para o extremo sul do Parque Nacional, com um total de 220 km, ida e volta. Ida ao município de Ibicoara para conhecer um dos mais belos locais da Chapada. Com 100 metros de queda em forma circular e um impressionante cânion sinuoso, a Cachoeira do Buracão é hoje o atrativo, junto com a Cachoeira da Fumaça, que mais impressiona os visitantes. Em 6 km de caminhada, ida e volta, pode-se fazer a visita por baixo e por cima da cachoeira e depois do lanche e de banhos com hidromassagens seguir em direção a Mucugê para jantar e pernoite.

6° dia
(10 a 16 km) – Saída para o começo da trilha que leva à Cachoeira da Fumacinha. A Cachoeira da Fumacinha tem aproximadamente 300 metros de extensão e 100m de queda livre e é considerada a cachoeira mais bonita pelos poucos visitantes que até lá já conseguiram chegar. Lanche no local. Retorno à pitoresca e agradável Vila de Igatu, cidade pré-cambriana, situada no mesmo paralelo de Machu Pitchu, no Peru, localizada no município de Andaraí, para jantar e pernoitar.

7° dia
(1 km) - Saída para visita ao Poço Azul, uma caverna alagada onde é possível fazer flutuação. Almoço no local e no final da tarde retorno a Lençóis.

8° dia
–Manhã Livre. Despedida no horário escolhido.

Agência responsável:
www.terrachapada.com.br
www.nasalturas.net
Lençóis

Vale do Capão


O Vale do Capão resguarda paisagens deslumbrantes. O cenário é basicamente composto por grandes cachoeiras, dentre outras preciosidades naturais.

Localizado no município de Palmeiras, a 445km de Salvador, o Vale do Capão resguarda paisagens deslumbrantes. O cenário é basicamente composto por grandes cachoeiras, áreas de Mata Atlântica, montanhas de até 1.500 metros, dentre outras preciosidades naturais. Não é à toa que o lugar detém famosíssimos paraísos ecológicos, como o Silêncio dos Gerais, a correnteza do Rio Preto, o imponente Morrão e o abismo onde caem as águas da Cachoeira da Fumaça – a mais alta do Brasil.

O clima tropical, com temperatura média anual variando entre 22° e 24°C, favorece todos os tipos de passeios. Um dos mais cogitados entre os visitantes é o ecoturismo, garantido pelas belezas que acompanham as famosas caminhadas. Elas podem ser feitas por trilhas mais longas, como a que segue do Vale até Lençóis, ou as mais curtas, a exemplo das que ligam pontos turísticos e algumas comunidades. 

A diferença do Capão para os outros locais da Chapada está no conceito que foi desenvolvido há mais de 20 anos. O lugarejo já teve o garimpo como sua principal atividade, assim como o restante da Chapada. Os garimpeiros se aventuravam pelas serras, riachos, rios e tocas à procura de diamantes. Com a chegada dos alternativos, ainda embalados pelo sonho dos anos 70, a vida no Capão mudou completamente.

Ao contrário dos garimpeiros, que buscavam a concentração de riquezas, as comunidades alternativas não queriam extrair nada do lugar, e sim somar. Um grupo de oito pessoas resolveu fundar uma comunidade, chamada de Lothlorien - palavra que, em celta, quer dizer “sonho dourado”. 

Neste projeto destaca-se a figura do médico naturalista Áureo Augusto, que, depois de curar-se de uma doença através do naturismo, resolveu criar uma clínica voltada para a cura através de técnicas alternativas.