Depois de Central, o último destino da viagem é Gentio do Ouro,
cidade com pouco mais de 12 mil habitantes. Depois de seguir pela
Estrada do Feijão, até Xique-Xique, é só pegar a BA-160 em direção à
cidade. A região, que já foi repleta de minas de ouro, hoje é explorada
por mineradores de cristais.
Entre as serras e cânions do município, pinturas associadas à
Tradição Geométrica chamam a atenção por sua diversidade de cores e
pelos longos paredões que estão cobertos com as figuras. Um bom exemplo
das pinturas nos paredões de Gentio do Ouro é o sítio de Poções.
Na
região, as pinturas com traços, ziguezagues e marcações de calendários
estendem-se por cerca de 200 a 300 metros entre os cânions. Pinturas de
figuras humanas e animais felinos misturam-se a desenhos de cruzes,
semelhantes às da Ordem de Cristo, que indica a conservação da prática
da pintura por parte dos grupos indígenas que foram colonizados e
convertidos ao catolicismo, durante a exploração portuguesa.
Ainda em Gentio do Ouro, o Sítio do Caldeirão, no povoado de Água
Doce, reúne pinturas feitas em paredões de áreas descobertas, com
pequenos desenhos geométricos, representações de calendários, animais e
algumas figuras humanas. As pinturas do Caldeirão são caracterizadas por
serem compostas de várias cores, predominando o vermelho, o amarelo e o
branco.
No Sítio da Cachoeira do Encantado, imagens geométricas, bastonetes,
grades, pentes, animais, lanças e cestas são encontrados separados, em
ilustrações que datam de cerca de 2.700 anos até 12 mil anos. No local,
uma das paredes pintadas sofreu alterações por conta do vandalismo de
alguns visitantes e chama a atenção para a necessidade de preservação
dos sítios.
Nenhum comentário:
Postar um comentário