sábado, 5 de janeiro de 2013

Confira pacotes para a Chapada Diamantina saindo de São Paulo


Cachoeira Poço do Diabo

SEM AÉREO; PREÇO POR PESSOA EM QUARTO DUPLO

www.naturalecoturismo.tur.br. Natural Ecoturismo: 0/xx/11/3522-5042
R$ 1.870,00 - Sete noites em Lençóis, na pousada Nossa Casa ou pousada Safira, em regime de meia pensão. Passeios ao morro do Pai Inácio, ao Salão das Areias Coloridas, às cachoeiras da Fumaça, Sossego e Primavera e às grutas da Pratinha, Lapa Doce e Azul. Inclui traslados, acompanhamento de guias e taxas. 

www.venturas.com.br – 0/xx/11/3872-0362.
R$ 2.340,00 - Sete noites, sendo cinco em Lençóis (Vila Serrano) e duas em Igatu (Pedras de Igatu), com café. Inclui traslados, dois almoços e quatro lanches de trilha. Passeios ao morro do Pai Inácio, às cachoeiras do Mosquito e Primavera, ao complexo arqueológico da serra das Paridas, ao Ribeirão do Meio, ao Salão de Areias Coloridas, ao rio Mucugezinho, a Marimbus, às grutas da Pratinha, Lapa Doce e Azul e aos poços Encantado e Azul.

www.auroraeco.com.br. Auroraeco: 0/xx/11/3086-1731
R$ 2.490,00 - Quatro noites em Lençóis, no hotel Canto das Águas, com café. Inclui um almoço, um jantar e dois "lunch box". Passeios às cachoeiras do Rio Serrano e da Fumaça e ao poço do Diabo.

COM AÉREO; PREÇO POR PESSOA EM QUARTO DUPLO

www.freeway.tur.br. Freeway: 0/xx/11/ 5088-0999
R$ 2.148,00 - Sete noites em Lençóis, na pousada Vila Serrano, com café. Inclui city tour por Lençóis, passeio ao rio Serrano, ao Salão de Areias Coloridas, às cachoeiras da Primavera e do Pai Inácio, ao Ribeirão do Meio, ao rio Mucugezinho, ao morro do Pai Inácio, traslados, dois almoços, guia especializado e taxas de visitação.

www.mgmoperadora.com.br. MGM: 0/xx/41/2104-6400
R$ 2.408,00 - Cinco noites, sendo três em Lençóis (Vila Serrano) e duas em Salvador (Catussaba Business), com café da manhã. Saída de Curitiba. Inclui transfer de ônibus de Salvador para Lençóis, visita ao Salão de Areias Coloridas, à cachoeira do Sossego, aos poços Encantado e Azul, às grutas da Pratinha, Lapa Doce e Azul, ao Ribeirão do Meio, ao poço do Diabo, ao morro do Pai Inácio e tour em Lençóis.

www.pisa.tur.br. Pisa Trekking: 0/xx/11/5052-4085;
R$ 2.410,00 – Sete noites em Lençóis, na pousada Nossa Casa, com café da manhã. Inclui passeio ao poço Halley, ao morro do Pai Inácio, às grutas da Pratinha, Azul e Lapa Doce, às cachoeiras do Sossego, da Fumaça e da Primavera, ao rio Mucugezinho e ao Salão das Areias Coloridas.

www.newline.tur.br - New Line: 0800-606-2524
R$ 6.290,00 - Pacote de sete noites, sendo cinco em Lençóis (pousada Lua Rara) e duas em Mucugê (pousada Pé de Serra em Mucugê), com café da manhã. Inclui city tour em Lençóis, passeio ao ao Ribeirão do Meio, ao poço do Diabo, ao morro do Pai Inácio, aos poços Encantado e Azul, às grutas da Pratinha e Lapa Doce, às cachoeiras do Sossego e Buracão e translados.

Origem do nome Lençóis tem duas versões

Cachoeira na locadidade de Águas Claras

Um dedinho de prosa aqui, outro acolá, e logo o bate-papo envereda para a seguinte questão: afinal qual é a origem do nome Lençóis? Correm em boca miúda (e graúda também) duas versões. 
 
Há quem atribua às coberturas de lona branca das tendas dos primeiros garimpeiros que se instalaram por ali. De longe, os tetos das barracas estendidas lá em baixo criavam a impressão de um grande lençol estendido.

Outros narram um causo, digamos, mais ecológico. Dizem que as águas do rio Lençóis, que divide a cidade ao meio, formam espumas brancas, principalmente em épocas de enchentes. Em meio às pedras, parecem um grande lençol estendido. Tem quem viu (e ainda vê) naquelas águas um lençol bordado ou até mesmo rendado, conforme a conversa avança.

Com boa infraestrutura, Lençóis é a porta de entrada da chapada Diamantina. Apesar de outras cidades e distritos, como Andaraí, Ibicoara, Mucugê e a simpática e bucólica Igatu, também servirem de base para os turistas, é em Lençóis onde está a maior variedade de hospedagem, restaurantes, bares e agências de turismo. 

De dia, todo mundo some. Atividades por ali não faltam. Os forasteiros partem para fazer trekking, tomar banho de cachoeira, embrenhar-se por grutas e cavernas. 

No comecinho da noite, reaparecem. É o momento de passear pelo centrinho histórico, sentar-se à mesa dos restaurantes (hoje, são variados, de cozinha internacional à regional, passando pela "slow food", bebericar nos bares e conversar.

Nem só de aventureiro vive turismo da Chapada

Nem só de aventureiros vive o turismo da Chapada Diamantina

Se você é do tipo aventureiro, que se amarra em trilhar caminhos ainda intactos, longe da chamada civilização e onde celular não pega, mas a natureza é generosa, a chapada Diamantina é "o" lugar.

Agora, se você até encara uma caminhadinha até a cachoeira, mas sem suar tanto a camisa, e nem cogita abrir mão de um banho quente ou de jantar num restaurante com menu "regional chique", Wi-Fi e carta de vinhos, a chapada também é "o" lugar.

Com mais brasileiros viajando, os destinos de ecoturismo estão cada vez mais democráticos. Na chapada, há roteiros para todos os níveis de preparo físico (e de bolso também) que agradam a jovens, senhores e idosos. Você pode, por exemplo, deixar o hotel e seguir para um passeio em carros novos, espaçosos e confortáveis.

Numa boa - Há roteiros de caminhadas medianas e opções exclusivas para o pessoal da terceira idade, com atividades diferenciadas, como fazer aula de cerâmica ou aprender as delícias da culinária regional. É fácil encarar a subida até o morro do Pai Inácio, que fica a 1.150 m de altura, um dos principais cartões-postais da chapada, ou descer a escadinha do poço Azul, com a ajuda de uma corda. Tudo isso dá para fazer numa boa!
 
Pertinho de Lençóis, em Marimbus, fica a região alagada de Diamantina, apelidada de "Pantanal da Chapada". Chega-se até lá de carro. O passeio de canoa é uma atividade contemplativa para todas as idades -e relaxa!

Outros exemplos de passeios que dispensam esforço são o poço do Diabo e a gruta da Pratinha, mas todos eles -é bom dizer- exigem a companhia de um guia.

Vamos combinar, se a preguiça baixar, a beleza do lugar é um baita estímulo que arranca disposição para encarar essas experiências. Que o diga a equipe da terceira idade, que anda, como nunca, sapeca à beça.
 
VALES E DIAMANTES - Lençóis é a maior cidade do circuito, com cerca de 10 mil habitantes. Surpreende a conservação de seu conjunto arquitetônico colonial, herança do século 19, erguido no auge da mineração (em 1973, a cidade foi tombada como patrimônio nacional).

A descoberta de jazidas de diamantes trouxe garimpeiros em busca de fortuna. Veio gente de Minas, do recôncavo baiano, de vilarejos às margens do São Francisco. Eram mineradores, garimpeiros, escravos foragidos, alforriados, negociantes com família, cachorro e galinha.

Comerciantes franceses, judeus, árabes, ingleses e holandeses também deram as caras por aquelas bandas. Hoje, continuam aparecendo em grandes grupos. Agora, atrás de outras riquezas.

Do avião, cruzando o coração da Bahia, dá para ter uma ideia de quantos recursos ainda podem ser conscientemente explorados na vastidão da Chapada Diamantina.

Equipe da travessia inclui guia e carregador de apoio

O guia Tea observa a queda do Cachoeirão
Era só sair dos eixos que o pai logo avisava. "Hoje, vão ser 20 bolos." Nem era guloseima. O aviso se referia a quantidade disparada pela palmatória nas mãos de Manoel Messias de Jesus Filho. Para escapar das palmadas, o menino procurava refúgio na extensão da chapada. Descalço, corria para o mato. Pegou gosto.

Aos 15 anos, tornou-se voluntário, com um grupo de amigos de Palmeiras, no combate a incêndios, que ainda hoje insistem em destruir plantas e bichos - a maior parte deles é criminosa. O rapaz encabeça um movimento para cuidar do lixo, tão volumoso quanto os turistas, o GAP (Grupo Ambientalista de Palmeiras). 

Tea, como é conhecido, ainda é guia. Carrega consigo o lanche (sanduíches, chocolate, biscoitos, frutas e suco) que é servido nas trilhas. Leva também um kit de primeiros socorros e um telefone via satélite para, caso necessite, acionar a "mulância" (numa emergência, são as mulas que poderão te ajudar a sair do meio do mato). 

Tea também ensina o visitante a usar o "sanimato". Funciona assim: o número 1 deve ser feito a uma distância de 200 m de rios e nascentes; idem para o 2, que precisa ser enterrado a 20 cm de profundidade.

É crítico feroz ao desmatamento. Não poupa o avanço de cercas de arame, que "demarcam" terras dentro do parque nacional. "Os moradores precisam aprender que se devastarem vão afugentar os turistas e acabar com a economia daqui", diz.

Papa Léguas - Antes do início da caminhada por dentro do parque, o visitante recebe um "saco" com capacidade para 25 litros. Nele vai somente o necessário para os cinco dias de travessia. A mala segue para a pousada onde você irá se hospedar no final do trekking.

Aí, entra em cena outra figura importante dessa jornada: o carregador de apoio. É ele quem levará suas coisas (consulte se o seu pacote de trekking inclui esse serviço).

Chegará sempre antes de você e do guia nas casas de apoio. Avisará os moradores locais do número de turistas que está a caminho e deixará suas coisas sobre a cama, no quarto onde você irá dormir. Nas trilhas, o turista carrega só a mochila de ataque com protetor solar, capa de chuva, máquina fotográfica. 
 
Valterlício Soares Melo, o Piaba, trabalha como guia há 16 anos e era o carregador de apoio que fazia dupla com Tea. Os dois são radicalmente contra o uso de mulas para transportar pertences de turistas às casas de apoio, medida adotada por algumas agências locais.

Os bichos, dizem, acabam interferindo no ecossistema do parque. Os animais já são amplamente usados pelos nativos para carregar da cidade até as moradas todo o material para as refeições dos turistas, de botijão de gás a refrigerante e cerveja.

"Muitos bichinhos despencam nesses desfiladeiros, se machucam 'todinho'", diz Piaba. A contratação de guias e carregadores é uma maneira de gerar renda nas comunidades locais.

Amigos de infância, Tea e Piaba, além de trabalharem com turistas, atuam em defesa do parque. São "olheiros" que denunciam invasões, obras irregulares e desmatamentos promovidos, muitas vezes, pelos próprios nativos. Espertos, andam sempre de olhos abertos, atentos aos bichos, inclusive cobras, e recolhendo lixo "esquecido" ao longo das trilhas.