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Nem só de aventureiros vive o turismo da Chapada Diamantina
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Se você é do tipo
aventureiro, que se amarra em trilhar caminhos ainda intactos, longe da chamada
civilização e onde celular não pega, mas a natureza é generosa, a chapada
Diamantina é "o" lugar.
Agora, se você até encara
uma caminhadinha até a cachoeira, mas sem suar tanto a camisa, e nem cogita
abrir mão de um banho quente ou de jantar num restaurante com menu
"regional chique", Wi-Fi e carta de vinhos, a chapada também é
"o" lugar.
Com mais brasileiros
viajando, os destinos de ecoturismo estão cada vez mais democráticos. Na
chapada, há roteiros para todos os níveis de preparo físico (e de bolso também)
que agradam a jovens, senhores e idosos. Você pode, por exemplo,
deixar o hotel e seguir para um passeio em carros novos, espaçosos e
confortáveis.
Numa
boa
- Há roteiros de caminhadas medianas e opções exclusivas para o pessoal da
terceira idade, com atividades diferenciadas, como fazer aula de cerâmica ou
aprender as delícias da culinária regional. É fácil encarar a subida até
o morro do Pai Inácio, que fica a 1.150 m de altura, um dos principais
cartões-postais da chapada, ou descer a escadinha do poço Azul, com a ajuda de
uma corda. Tudo isso dá para fazer numa boa!
Pertinho de Lençóis, em
Marimbus, fica a região alagada de Diamantina, apelidada de "Pantanal da
Chapada". Chega-se até lá de carro. O passeio de canoa é uma atividade
contemplativa para todas as idades -e relaxa!
Outros exemplos de passeios
que dispensam esforço são o poço do Diabo e a gruta da Pratinha, mas todos eles
-é bom dizer- exigem a companhia de um guia.
Vamos combinar, se a
preguiça baixar, a beleza do lugar é um baita estímulo que arranca disposição
para encarar essas experiências. Que o diga a equipe da
terceira idade, que anda, como nunca, sapeca à beça.
VALES
E DIAMANTES - Lençóis é a maior cidade do circuito, com
cerca de 10 mil habitantes. Surpreende a conservação de seu conjunto
arquitetônico colonial, herança do século 19, erguido no auge da mineração (em
1973, a cidade foi tombada como patrimônio nacional).
A descoberta de jazidas de
diamantes trouxe garimpeiros em busca de fortuna. Veio gente de Minas, do
recôncavo baiano, de vilarejos às margens do São Francisco. Eram mineradores,
garimpeiros, escravos foragidos, alforriados, negociantes com família, cachorro
e galinha.
Comerciantes franceses,
judeus, árabes, ingleses e holandeses também deram as caras por aquelas bandas.
Hoje, continuam aparecendo em grandes grupos. Agora, atrás de outras riquezas.
Do avião, cruzando o coração
da Bahia, dá para ter uma ideia de quantos recursos ainda podem ser conscientemente
explorados na vastidão da Chapada Diamantina.

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